VII – C – AGRICULTURA, PECUÁRIA E FLORESTAS
OBJECTIVOS:
Garantir a auto-suficiência alimentar. Optimizar a gestão dos recursos afins: solo, água, flora e fauna.
Diagnóstico da Situação actual Potencialidades não aproveitadas. Práticas agrícolas inadequadas. Desordenamento seca e fome geral. Ineficiente sistema de preços. Rede de distribuição ou escoamento inadequada. Agricultura estatizada e de subsistência coexis-tindo mal.
POLÍTICA:
O âmago do usufruto da vida está no campo. O desenvolvimento do país privilegiará o crescimento horizontal harmonioso.
Pequenas cidades verdes serão edificadas em prol da melhoria da qualidade de vida. Pólos de desenvolvimento agro-industriais ajudarão a fixar a população no interior ao passo que o “turismo rural” ensinará à juventude urbana o valor e a beleza das terras angolanas. Todo o cidadão deve possuir uma porção de terra arável para cultivar.
ESTRATÉGIAS:
- (Re) educar o homem.
- Estabelecer políticas visando:
- descentralizar as decisões e “democratizar” e desburocratizar a vida rural.
- Fixar as populações rurais no campo.
- Atrair capitais de risco para a agro-indústria.
- Aperfeiçoar os circuitos de comercialização.
- Assegurar o reflorestamento, a plantação de novas espécies e o alargamento das áreas cultivadas.
- Harmonizar a tradição, a modernidade e a natureza.
- Enriquecer os angolanos.
CAPÍTULO VII– ESTRATEGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO
VII – C– AGRICULTURA (cont.)
- Promover a mecanização agrícola.
- Definir pólos de desenvolvimento agro-industriais.
- Desenvolver programas regionais integrados e participativos de desenvolvimento rural.
- Promover a criação de instituições de crédito agrícola.
- Desenvolver amplos programas de gestão dos recursos florestais.
CAPÍTULO VII – ESTRATEGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO
VII – D – PESCAS E DERIVADOS
OBJECTIVOS
Optimizar e potenciar racionalmente os recursos.
Diagnóstico da Situação actual Angola tem uma costa rica de mais 1500 Km de extensão e os angolanos não conseguem comer peixe. Potencial desconhecido. Práticas piscatórias inadequadas e extorsivas.
POLÍTICA:
A potenciação dos recursos piscatórios previlegiará a localização estratégica de Angola na região, a modernização das infraestruturas e indústria pesqueiras, estudos estratégicos da evolução dos mercados e das espécies, a concepção de políticas e programas que atraiam a juventude angolana às ciências indústria e negócios internacionais e a valorização das profissões do ramo.
Estratégias
- Conhecer o potencial piscatório do país e manter actualizada a projecção da sua evolução.
-
Definir políticas visando:
- dignificar as profissões do ramo.
- incentivar a modernização da indústria.
- liberalizar a comercialização dos produtos do mar.
- preservar a fauna marítima.
- estimular investimentos no sector.
- atrair a juventude para as ciências, indústria e negócios piscatórios.
- Enriquecer os angolanos.
-
Dotar a guarda costeira dos recursos adequados para a plena protecção e fiscalização das águas nacionais.
-
Promover o comércio internacional de produtos de mar pelos agentes privados.
- Estimular a pesca fluvial, lacústica e a piscicultura no seio da juventude.
CAPÍTULO VII– ESTRATEGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO
VII – D – PESCAS E DERIVADOS (cont.)
- Reabilitar a indústria de construção naval.
- Desenvolver localmente a produção de equipamentos de pesca.
- Rever os contratos internacionais existentes.
- Reabilitar as estruturas e os equipamentos dos portos pesqueiros.
- Modernizar os centros de investigação.
- Proteger a pesca artesanal.
CAPÍTULO VII – ESTRATEGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO
VII – E – INDÚSTRIA
OBJECTIVOS
Garantir a independência económica dos angolanos através do domínio de tecnologias dos vários níveis industriais para sustentar a exportação de “know-how” e de produtos competitivos.
Diagnóstico da Situação actual Configuração estrutural inadequada. Parque obsoleto e desintegrado. Fraca capacidade de gestão.
POLÍTICA:
As riquezas de Angola são os recursos naturais e as matérias primas. A riqueza dos angolanos deverá ser o domínio das ciências e das tecnologias, o “know-how” necessário para gerir da melhor forma os recursos de Angola e outros, assegurando assim a sua independência económica.
Estratégias:
- Definir o quadro de abastecimento das indústrias.
- Elaborar o Balanço Energético Nacional.
- Aumentar o conhecimento do potencial geológico e mineral do País.
- Inserir a exploração do petróleo na indústria nacional.
- Construir siderurgias.
- Desenvolver amplos programas de selecção de quadros para formação e investigação científica e tecnológica beneficiando cerca de 3000 ciadão/ano durante pelo menos 10 anos.
- Adequar o desenvolvimento industrial à “modernidade verde” de Angola.
- Estabelecer políticas visando:
- a promoção do industrial angolano
- a protecção da propriedade industrial
- a integração global da economia
CAPÍTULO VII– ESTRATEGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO
VII – E– INDÚSTRIA (cont.)
- a defesa do meio ambiente
- a livre difusão da ciência e da tecnologia.
- assegurar o domínio, pelos angolanos, das diversas ciências e tecnologias que concorrem para o desenvolvimento industrial.
- enriquecer os angolanos.
- Obter o consenso nacional e a aprovação institucional do “Plano estratégico de 20 anos para o desenvolvimento industrial de Angola”.
CAPÍTULO VII – ESTRATEGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO
VII – F – TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES
OBJECTIVOS
Garantir a Circulação de pessoas, mercadorias e informações de forma moderna, segura e eficaz
Diagnóstico da Situação actual Infra-estruturas destruídas, obsoletas ou inadequadas.
POLÍTICA:
As infra-estruturas e os sistemas de transporte e comunicações a construir hoje devem satisfazer os objectivos do desenvolvimento estratégico preconizado para as próximas décadas, servir as necessidades actuais e responder às exigências da qualidade internacional.
Estratégias:
- Desenvolver um programa nacional de construção de auto-estradas, viadutos e pontes.
- Negociar e desenvolver a expansão do programa além fronteiras.
- Reabilitar, ampliar e modernizar as vias de comunicação e os meios de transporte ferroviários.
- Desenvolver e modernizar as infra-estruturas de apoio à navegação aérea.
- Desenvolver e adequar os portos e aeroportos à evolução do crescimento económico.
- Conceber e implementar o “Plano Nacional de Desenvolvimento das Telecomunicações”.
- Definir políticas tendentes a:
- Atrair o investimento privado na prestação de serviços de transporte e comunicações, nos vários domínios e a todos os níveis.
- Optimizar os investimentos e infra-estruturas já existentes.
- Estimular a alta qualidade dos serviços.
CAPÍTULO VII – ESTRATEGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO
VII – G – TURISMO E HOTELARIA
OBJECTIVOS
Incrementar a mobilidade social. Aprofundar a unidade social. Aproximar os povos. Valor os aspectos locais. Modernizar a família. Educar os jovens. Criar empregos.
Diagnóstico da Situação actual Ausência de cultura e de infra-estruturas.
POLÍTICA:
O turismo é uma actividade económico-cultural. Desenvolvido racionalmente encerras grandes potencialidades e produz efeitos positivos nos domínios económicos, social, cultural, educativo e ecológico.
Estratégias:
- Promover o desenvolvimento integrado da indústria hoteleira nacional.
- Conceber ao turismo um lugar de prioridade adequado na efectivação global dos recursos para o desenvolvimento.
- Incentivar a criação e desenvolvimento de centros de informação turística em todo o território nacional e apoiar grupos de interesse e suas iniciativas no ramo.
- Estabelecer políticas visando:
- a preservação e óptima conservação dos sítios arqueológicos, dos lugares históricos, das crenças, práticas religiosas e tradicionais e de outros elementos constituintes do vasto património cultural dos povos de Angola.
o reinvestimento das receitas turísticas no desenvolvimento de actividades económicas conexas.
- Assegurar programas massivos de formação de quadros a todos os níveis.
CAPÍTULO VII – ESTRATEGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO
VII – H – COMÉRCIO
OBJECTIVOS
Liberalizar o comércio.
Diagnóstico da Situação actual Comércio administrativo. Consumidores indefesos. Monopólio estatais em desmoronamento desornado. Legislação dispersa e contundente. Incapacidade governativa na regulação dos mercados. Sistema de preços ineficaz.
POLÍTICA:
O comércio sempre uniu povos e nações.
O seu exercício assume múltiplas formas de acordo com a cultura, o poder e a nível de vida dos agentes. Transformar Angola numa potência económica africana de dimensão atlântica implicará o reconhecimento e a potencialização deste fenómeno.
Estratégias:
- Promover o exercício da actividade mercantil.
- Promover o desenvolvimento de instituições para a dessiminação e valorização dos fundamentos da nova cultura mercantil no seio dos agentes.
- Desenvolver amplos programas de (re) educação.
- Promover a criação de instituições para a defesa do consumidor.
- Rever toda a legislação aplicável.
- Desenvolver infra-estruturas adequadas para o funcionamento dos mercados nas zonas rurais e urbanas.
CAPÍTULO VII – ESTRATEGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO
VII – E – RECURSOS HÍDRICOS
OBJECTIVOS
Potenciar os recursos
Diagnóstico da Situação actual País rico em águas. Cidadãos morrendo por falta de água potável ou desidratos. Infra-estruturas de recolha e tratamento inadequadas.
POLÍTICA:
As águas angolanas devem contribuir para o equilíbrio ecológico de Angola e do mundo, para o aumento da expectativa de vida dos angolanos e para tornar mais aprazível a vida humana e animal.
Estratégias:
- Aprofundar o conhecimento das potencialidades hídricas do país.
- Construir infra-estruturas de saneamento básico consentâneas com o programa de desenvolvimento.
- Conceber e implementar o “programa nacional de captação e tratamento de águas”.
- Assegurar a distribuição de água potável a toda a população até ao ano 2000.
- Promover a optimização e a integração dos investimentos industriais afins nos projectos de abastecimento de água.
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