| Declaração sobre Manifestação - Cabinda |
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O CONSELHO DA “CAMPANHA POR UMA ANGOLA DEMOCRATICA” saúda, por vosso intermédio, todo o povo mártir de Cabinda. O CONSELHO DA “CAMPANHA…” encontra-se uma vez mais em Cabinda, porque no ano passado (2004), mais precisamente no dia 16 de Março, cá esteve, para proceder ao lançamento da “CAMPANHA…” e simultaneamente participar na manifestação pública e proclamação da MPALABANDA – ASSOCIAÇAO CÍVICA DE CABINDA. Hoje, o CONSELHO DA “CAMPANHA…” vem manifestar a sua solidariedade para com o povo mártir de Cabinda, promovendo em colaboração com a MPALABANDA esta marcha da PAZ, e traz para a MPALABANDA uma mensagem de força e coragem, rumo ao pleno exercício e gozo dos nossos direitos cívicos e políticos, constitucionalmente consagrados, que ninguém, seja quem fôr, tem o direito e o poder de impedir que os exerçamos. Como é do vosso conhecimento, ano passado estivemos aquí também para exprimir às entidades governamentais a nossa mais profunda condenação pela proibição da manifestação que o MPALABANDA tinha anunciado realizar, lançar um forte apelo à razão e a responsabilidade dos factores da proibição da manifestação e louvar todos aqueles que como, as Igrejas, o MPALABANDA, as Organizações da Sociedade Civil e os Partidos Políticos democráticos têm sabido ser e assumir-se como os precursores da abertura democrática em Cabinda. Por isso, o CONSELHO DA “CAMPANHA…” não pode deixar também de manifestar hoje a sua mais profunda preocupação com a situação política, económica e social que se vive em Cabinda e aproveitar a oportunidade para apelar as partes em conflito para cessarem imediatamente as hostilidades e encetarem com todas as outras forças políticas, cívicas, religiosas e autoridade tradicional um diálogo político sério, conducente ao desarmamento e à paz. Neste sentido, O CONSELHO DA “CAMPANHA…” considera positivo a criação do Fórum Cabindês para o Dialogo e o seu mandato de engajar-se nas negociações de paz a todo o momento com o Governo de Angola. O CONSELHO DA “CAMPANHA…” apela ao Governo a engajar-se igualmente na busca da paz, bem como a cumprir estritamente a Declaração Universal dos Direitos Humanos e as suas obrigações enquanto parte do Protocolo Internacional sobre os Direitos Humanos”. O CONSELHO DA “CAMPANHA” deplora profundamente os incidentes que vêem ocorrendo em Cabinda com a nomeação de D. Filomeno Vieira Dias para bispo de Cabinda e que levou já ao encerramento da Igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, local onde tivemos a grande honra de fazer o lançamento da “CAMPANHA…”, e a suspensão do seu pároco, o Senhor Padre Casimiro Congo, ele também um membro do MPALABANDA, membro da CAMPANHA. O CONSELHO DA “CAMPANHA…” não pode deixar de manifestar aqui a sua veemente condenação pelos actos de violência que se praticaram quer contra D. Damião Franklin, Arcebispo de Luanda, D. Ângelo Beccio, representante da Santa Sé em Angola, D. Eugénio Dal Corso, administrador da diocese de Cabinda, Padre Casimiro Congo, pároco da Igreja Nossa Senhora da Imaculada Conceição e Raul Tati, vigário da diocese de Cabinda. O CONSELHO DA “CAMPANHA…” apela à Conferência Episcopal dos Bispos de Angola e S. Tomé e ao Clero de Cabinda a agirem com prudência e ponderação no sentido de solucionarem com sabedoria esta situação que atinge não apenas os católicos e os residentes em Cabinda, mas de um modo geral todos nós, e que contribui de sobremaneira para o agravamento da situação política, económica, social e religiosa em Cabinda. O CONSELHO DA “CAMPANHA…” apela, por último, ao Governo a não aproveitar-se da actual conjuntura que se vive em Cabinda, para aumentar a repressão política e a exploração económica contra o povo de Cabinda e suas lideranças, BEM HAJA, POVO DE CABINDA. O CONSELHO DA CAMPANHA POR UMA ANGOLA DEMOCRÁTICA ESTÁ CONVOSCO, COM TODOS VÓS Cabinda, 13 de Agosto de 2005 O CONSELHO DA “CAMPANHA POR UMA ANGOLA DEMOCRÁTICA” |
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