No 5 Setembro, a Confusão Organizada PDF Imprimir e-mail

Eleições reportagem

Algumas informações on-line da FpD no dia da Votação (5/09/08)

PARA  A INFORMAÇÃO DE TODOS OS ANGOLANOS E COMUNIDADE INTERNACIONAL a FpD lançou um Blog especial das eleições onde apresenta informação actualizada.

 

Pedimos a todos que sigam as informações em: http://www.fpdespecial.blogspot.com

 

Luanda, 5 de Setembro, a FpD - Frente para a Democracia torna público que o que se está a verificar por todo o país é inaceitável! Nas Províncias do Kwanza Norte e Kwanza Sul, na Huila, em Luanda... uma verdadeira confusão foi criada para impedir que o povo vote, ou que o povo vota num só partido, ou que a votação tenha de passar para dois dias (facilitando a fraude?). O regime está aflito e faz, tudo por tudo, para se "salvar". Não será esta confusão mais uma tecnica para se manter no poder?
Porque tiveram os angolanos de esperar mais de 90 minutos para exercerem o seu direito de voto na zona da cidade alta? se estavam na hora certa no local certo mas. À espera do Senhor Presidente Jose Eduardo dos Santos?
Chegou a hora do povo, chegou a hora da democracia!

Siga o nosso especial em www.fpdespecial.blogspot.com

A FpD está ao dispor em Angola e em Portugal para todos os órgãos de comunicação social.

Segue o relato por favor recolhidos:

A FpD apela ao povo para manter a PAZ e para ir VOTAR! A FpD. Apela ao povo para que permaneça nas fila à espera do voto e que mantenha a PAZ!
Não aceite intimidações, não aceite que o façam desistir de votar, não aceite a fraude, todos atentos! Mantenhamos a PAZ! De Cabinda ao Cunene vamos ao voto, viva a democracia, viva a PAZ! Chegou a hora do povo!

A FpD apela ao povo para que espalhe a mensagem de PAZ e a mensagem de TODOS AO VOTO!

Este Serviço Boletim sobre factos que vão ocorrendo, está a ser criado por uma enorme rede de comunicação com a ajuda do povo.

DADOS RECENTES:
- O regime está a fazer tudo o que pode para provocar a abstenção, e pensou que havia conseguido, acontece que o que está acontecer são enormes filas de povo que quer votar. A população não se quer abster do voto. O que está a acontecer é que os jovens e e toda a população está em prontidão para o voto.

A CNE e o regime estão a forçar indirectamente os luandenses a não votar. Tanto dinheiro dado, tantos carros para meter o povo a sofrer mas o povo não larga do direito ao voto.

Os membros das assembleias de voto não têm condições de trabalho, o regime negou-lhes. Que vergonha, o "10", quer marcar com batota. Querem vencer pelo cansaço. Mas o povo está firme para votar e está firme para fiscalizar a fraude!

- Pouca vergonha: Polícias estão a distribuir boletins de voto e a ensinar a votar. As assembleias e a CNE estão totalmente desorganizadas! Reporta a vigilância popular na assembleia de voto 04.17343, km9 em Viana.

- O povo da Huila está revoltado com a CNE. A CNE está a levar com pedradas na Huila por fazer mau trabalho.

DADOS ANTERIORES:
1. A maior parte das Assembleias de Voto de Luanda ainda não abriram, até ao momento. Há motivos de toda a ordem isolados ou conjugados: falta de urnas; falta de cabines; falta de documentação; ausência dos membros das mesas da assembleia de Voto. Na samba na escola 17 de Setembro (A V 157) os membros das mesas estão no local desde as 3 horas da manhã. Já há todo o material com excepção de Cabines. Os eleitores estão revoltados e estão a abandonar o local de votação; Nas Ingombotas, as assembleias da colina do sul, do kinaxixi e da antiga administração não se encontram abertas e não têm qualquer documentação.

2. A Assembleia de Voto do Anangola está a aceitar eleitores não inscritos nos seus cadernos eleitorais, sem confirmação do eleitor. Inclusive os eleitores daquele posto não têm sido certificados nos cadernos eleitorais.

3. A Assembleia de Voto na Ilha, perto do Jango Veleiro, encerrou as 11h10m por ter escasseado todo o material.

4. A CNE não credenciou a maioria de Observadores nacionais de Luanda à pretexto da Plataforma Eleitoral ter apresentado registo criminais falsos. Esta organização refuta tal acusação.

5. Entretanto, a Plataforma Eleitoral organizou um "Observatório Eleitoral"que funcionará na Pensão Invicta em Lunda, onde os cidadãos podem seguir o processo eleitoral. Membros dessa organização queixam-se de perseguições por parte dos órgãos de segurança de estado.

6. Em Cabinda os eleitores hesitaram em comparecer as urnas. Com o andar do tempo essa resistência tem sido vencida.

MAIS CEDO NESTE DIA, ACONTECEU:
Na zona dos Kwanzas verificava-se pelas 8 horas enorme confusão, na assembleia de voto a qual eram 8 horas e ainda não tinha aberto. A confusão gerada por cerca de 2 mil pessoas e forte presença de bandeiras do MPLA. Para mais informações contacte: Pedro Candungo: +244 92 890 51 43. Denuncie!

Às 23h35 do dia de ontem, a TPA 1 fez publicidade da bandeira do MPLA, por duas vezes, transgredindo assim a lei eleitoral! Denuncie!

A FpD lançou um especial em: http://www.fpdespecial.blogspot.com

 

TSF

Jornal on-line

A acompanhar estas legislativas como observadores estão dois eurodeputados portugueses, Ana Gomes (PS) e Silva Peneda (PSD). Ambos acreditam que o acto eleitoral irá decorrer sem sobressaltos.  

Ouvida pela TSF, Ana Gomes mostrou-se confiante, dizendo que os angolanos estão conscientes da importância destas eleições, acreditam que pode ser dado mais um passo em direcção à consolidação da democracia em Angola.

Ana Gomes vai acompanhar o acto eleitoral em Cabinda no norte do país. 

Pela capital, Luanda vai ficar o eurodeputado Silva Peneda que sublinha também o ambiente de calma que rodeou a campanha com o cumprimento de todas as regras.

 

A chefe da missão de observadores da União Europeia qualificou

«O que assistimos nos locais de voto que visitámos em Luanda é um desastre», disse a eurodeputada italiana Luísa Morgatinni.

«Os preparativos só começaram às seis da manhã de hoje. Por todo o lado, as operações estão atrasadas. É um caos total», adiantou.

Em alguns locais nem sequer existiam cadernos eleitorais.

Contactado pela TSF, o eurodeputado do PSD, Silva Peneda que integra esta missão de observadores da União Europeia, não partilha da opinião manifestada por Luísa Morgatinni.

Jornalista da lusa a comentar estas declarações refere que podem ser devidas ao enorme atrso com que abriram em muitos pontos as mesas eleitorais, ultrapassando aquilo que pode ser tolerado para as eleições na Europa.

 
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