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A
Frente para a Democracia (FpD) considerou hoje a recente visita a Cuba
do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, "destituída" do
sentido de Estado por exprimir a "gratidão" na conquista e manutenção
do poder.
A
Frente para a Democracia (FpD) considerou hoje a recente visita a Cuba
do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, "destituída" do
sentido de Estado por exprimir a "gratidão" na conquista e manutenção
do poder.
"A FpD considera o objectivo da visita do
Presidente, José Eduardo dos Santos à República de Cuba destituída de
sentido de Estado, por exprimir tão-só a gratidão do MPLA e do seu
presidente à ditadura castrista e ao Partido Comunista Cubano, pela
ajuda e apoio prestado na conquista e manutenção do poder", salienta a
FpD.
Em comunicado, a FpD refere que "o contingente
expedicionário cubano não só não contribuiu para que os angolanos
pugnassem pela construção de um Estado Democrático e de Direito, como
contribuiu sobremaneira para a instauração em Angola de um regime
totalitário e corrupto que atingiu o seu paroxismo, com a repressão à
tentativa de golpe de Estado de 27 de Maio de 1977".
"Contribuiu
igualmente para o início da fase do saque desenfreado de riqueza e do
património do país, que lança a grande maioria dos angolanos numa
miséria e degradação cada vez maiores", indica o documento da FpD.
Neste
sentido, este partido chama a atenção da opinião pública nacional para
a necessidade de se conhecer profundamente a série de entendimentos de
referência que constituem os Protocolos e Memorandos de Entendimento
que foram celebrados em Cuba por ocasião desta visita, a fim de evitar
a repetição do que aconteceu no passado.
"Assim, a FpD exorta
todas as forças políticas e cívicas a requerer ao Parlamento o acesso
aos referidos Protocolos e Memorandos de Entendimento para a devida
apreciação, discussão e ratificação ou rejeição".
Segundo este
partido da oposição, todas as forças políticas do país devem participar
neste processo "pois a relação entre Estados deve basear-se em
critérios de reciprocidade de vantagens e não em actos de eterna
gratidão da classe dirigente de um Estado, para com a de outro".
A
Frente para a Democracia é uma pequena força política que obteve apenas
um assento na Assembleia Nacional nas eleições de 1992, através da "AD
Coligação".
http://www.echosdelangola.org/luso/suite.php?newsid=406
Echos de Angola » 26 setembro 2007
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