| O nosso Emblema |
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A Mulemba Waxa Ngola, ou mais concretamente Mulemba wa Ixi ya Ngola - a mulemba da terra do Ngola, também conhecida por Mulembeira ou ensadeira – “Ficus Thonningii, Blume” – é uma árvore de extraordinário porte, cujo tronco poderoso demonstra grande longevidade e possui uma copa frondosa, imensa, que torna o local sempre fresco e aprazível. No caso da planta pegar, havia sido aceite a sua presença e estabelecido um pacto entre si. Caso a estaca secasse, haveria que escolher novo local, pois nada de bom seria de esperar, a sua presença não era bem vinda. As antigas lideranças locais transportavam sempre consigo uma estaca de mulemba do local de origem, que plantavam no território que pretendiam habitar, invocando os espíritos do lugar, donos da terra. É uma árvore importante no universo mítico angolano pois estabelece a ligação entre a terra dos homens e o mundo dos espíritos, por analogia com a sua própria constituição, com a raiz bem implantada no solo e a copa abrindo-se larga para o céu, desempenhando inúmeras funções na esfera da religião, do poder e da família. Futuramente, a árvore resultante desta estaca pontificaria no centro da sanzala, sendo designada a “árvore do chefe” ou “árvore do poder” e à sua sombra resolviam-se litígios, discutiam-se os problemas da comunidade, adivinhavam-se presságios e cada um podia estabelecer contacto com o mundo sobrenatural. E a planta pegou em todo o território nacional. Adaptou-se a todos os climas de Angola. Proveu alivio, sombra e prazer a todos os povos de Angola. É pois um património universal natural e cultural simbolizante da angolanidade e da unidade dos angolanos. A sua persistência, os símbolos e valores de que se reveste e recorda, o elo que estabelece entre gerações de um mesmo povo levaram-nos a potenciar a função social da Mulemba Waxa Ngola e escolhê-la para representar o emblema da FpD – a árvore - . A árvore purifica a atmosfera, estabiliza o solo, controla a erosão, protege e conserva o fornecimento natural de água. É fonte de abastecimento para a produção de energia fóssil e carbonizada, de vestuário, medicamentos e ornamentos. De facto, a árvore gera e sustenta a vida. Promove o trabalho e assegura o desenvolvimento do homem. Está associada à industria, à agricultura, à medicina, à cultura, à religião, às tradições, enfim, à vida. O regime totalitário do pós-independência sufocou os valores tradicionais, morais e cívicos que caracterizam a angolanidade. Como resultado, os angolanos perderam a alegria de viver. Passaram a sobreviver conformados com a perca efectiva da cidadania e da dignidade. Foi como se as árvores em Angola deixassem de ser verdes. A propaganda mortífera expelida pelos discursos, sintimentos e práticos fratricidas, ao longo dos anos, poluiu a atmosfera do país. Envenenou a juventude e asfixiou a vida e a esperança de milhões de cidadãos. O futuro desaparecia lentamente do horizonte dos angolanos. Urge retomar a vida e voltar a ser alegre, uma alegria suficientemente abrangente para purificar a atmosfera social do País, vitalizar os angolanos e vislumbrar claramente o futuro. É necessário estabilizar o solo político angolano, controlar a erosão da riqueza, potenciar o tecido social, unir os angolanos e desenvolver o país no calor da (re)edificação da Nação. Estas acções são tão vitais para a sociedade angolana quanto o papel que a árvore desempenha no planeta. A FpD – Frente para a Democracia – propõe-se desempenhar no cenário político angolano o papel que a árvore desempenha no planeta. Como as raízes profundas da mulembeira a FpD lutará contra a erosão resultante das práticas totalitárias sejam elas monopartidárias ou bipartidárias. Tal como o oxigénio liberado pelas folhas da árvore, a FpD purificará a atmosfera política nacional dos efeitos poluentes da cultura política totalitária e revanchista. Como árvore frutífera a FpD vai saciar a fome dos angolanos pela liberdade, justiça e desenvolvimento, semeando e produzindo os frutos inerentes aos direitos de cidadania, ao progresso tecnológico e à boa gestão dos recursos. Tal como muitas raízes, folhas ou frutos, a FpD proverá cura para doenças mortíferas ou perigosas como o fanatismo partidário, a partidarização da sociedade ou do Estado e a apatia política dos cidadãos. Com a democracia bem enraizada no seio de cada um dos povos de Angola, cada angolano sentir-se-à “cidadão” e não apenas “povo”, parte de uma Nação forte e civilizada. Como o tronco da mulembeira os angolanos serão longevos, viverão felizes e transformarão Angola num dos lugares mais frescos e aprasíveis do planeta da vida. A árvore verde da Cidadania, Liberdade e Modernidade – FpD – foi plantada para restituir a todos os angolanos o que todos nós merecemos: uma vida digna numa Angola nova a construir pelos angolanos e para os angolanos. |









