O que é a FpD? PDF Imprimir e-mail
A FpD, Frente para a Democracia, é um partido Político Angolano, inscrito no Tribunal Supremo, legalmente constituído nos termos do art.º15.º da Lei n.º 15/91, em 27 de Julho de 1992.

É um partido com representação Parlamentar em consequência da eleição de um seu Deputado nas eleições legislativa multipartidária de 1992, tendo concorrido pela Coligação Angola Democrática, AD.

A FpD, como organização Democrática, é um espaço político para o debate e o equacionamento dos problemas nacionais em ordem a buscar respostas adequadas para a conquista e valorização da Paz, como objectivos essenciais para acção politica, bem como para os desafios do desenvolvimento nacional e da modernização do país.

A FpD surge da necessidade dos cidadãos angolanos que integraram ao longo dos dezasseis anos de independência o movimento democrático de oposição civil se organizarem para em 1991, data do lançamento do Manifesto Democrático, lutar de forma unida e convergente contra o totalitarismo, a miséria e a degradação dos valores morais.

A FpD afirma a sua adesão a um conjunto de valores fundamentais como a democracia, a liberdade, igualdade, justiça social, paz, solidariedade e tradições humanistas do nosso povo e tempo.

A FpD DEFENDE:

  • Uma Democracia pluralista e participativa;
  • Um regime democrático, assente em instituições sólidas, moldadas, não segundo o interesse do mero crescimento económico, mas conformadas na base dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos e dos mecanismos para o seu exercício.

  • Um quadro constitucional que consagre o referendo popular para legitimar a alteração das normas constitucionais enformadoras do Estado Democrático e o direito de resistência, no caso de alteração da ordem constitucional democrática por meios violentos;
  • Um quadro de gestão que assegure o equilíbrio das regiões, inclusivé a autonomia, salvaguarde os recursos naturais da prática governativa perdulária e proteja adequadamente a natureza.
  • Um quadro institucional que estabeleça a descentralização e a desconcentração administrativa, acautele a possibilidade de “ vazio de poder” e prescreva como indisponíveis à lei ordinária, os direitos consignados na “Declaração Universal dos Direitos Humanos” e demais instrumentos internacionais.
  • Uma ordem constitucional que proteja, particularmente a família e seus valores, a liberdade de confissão, de expressão, de reunião e de associação, o trabalho e a propriedade, a igualdade entre o homem e a mulher e o respeito pela condição feminina;
  • Um quadro político e constitucional que consagre o principio do Estado democrático de direito, onde os órgãos de Soberania sejam dotadas de poderes e competências, consagre e salvaguarde também os direitos da oposição, os direitos eleitorais dos cidadãos a todos os níveis do poder, o direito à greve, a liberdade sindical e a liberdade de imprensa;
  • Um sistema que permita a mais ampla participação das comunidades e dos cidadãos no desenvolvimento económico, social e cultural da Naçao e a plena realização material e espiritual do homem angolano.

ANGOLA É RICA MAS OS ANGOLANOS POBRES

* A FpD pretende preservar a riqueza natural e ambiental de Angola e aplicar políticas e programas realistas para enriquecer os angolanos.

* Modernizar Angola para enriquecer os Angolanos nos domínios educacional, cultural, tecnológico e material é o grande objectivo estratégico da FpD.

* A Educação e o Ensino são o factor determinante para o desenvolvimento.

* Assegurar a angolanidade na modernização de Angola constitui a dimensão cultural do desenvolvimento.

* Criar um país socialmente rico na proporção das suas potencialidades naturais e da dignidade dos seus cidadãos é o objectivo social geral preconizado pela FpD.

* Transformar Angola numa potência Económica de dimensão Atlântica é o objectivo Económico de Estado preconizado pela FpD.

* Enriquecer os Angolanos é o objectivo socio-económico para os indivíduos.

DESAFIO POLÍTICO

* Contribuir para ampliação do espaço democrático e para a mudança do sistema de governação através da via eleitoral é o objectivo geral da FpD.
* Estruturar a Organização e expandí-la, constituir um grupo parlamentar nas próximas eleições e lutar para a democratização do País são os objectivos específicos perseguidos pela FpD.

* A FpD pretende atingir os objectivos traçados reforçando e diversificando as formas de lutas pela democratização nacional. A luta contra a partidarização das instituições e dos meios de comunicação social do sector público, contra a corrupção, contra a pobreza, contra excesso de pagamento de dívida externa, pela transparência dos actos de governo, contra o aumento constante do custo de vida e por salários dignos, bem como contra a exclusão e marginalização dos Angolanos.

* Constituir um grupo parlamentar nas próxima eleições legislativas que deveriam ter sido realizadas, de acordo com a Lei Constitucional, em Setembro de 2004 é o primeiro passo para a FpD começar a mudar estrutural e progressivamente o país.

* A FpD pensa conseguir mudar estrutural e progressivamente o País do modo seguinte: (1) apresentando o partido como património colectivo de todos democratas que defendem a mudança e que pretendem protagonizar uma terceira política, ética e de valores que evite a bipolarização; (2) Estimulando parceria com as organizações da sociedade civil, (3) colocando-se em lugar privilegiado para impulsionar, sem complexos, um processo de confederação de todas as correntes democráticas em torno de um projecto de democracia participativa e solidária.
 
* A FpD considera como fundamentais a unidade do movimento democrático e a luta pela consolidação do processo de democratização, pois a restauração autoritária quer fazer do próximo pleito eleitoral o instrumento de liquidação de todas as reivindicações de liberdade, prosperidade e progresso social e já colocou a país sob chantagem, em relação a continuação do poder absoluto do Príncipe.

AS NOSSAS DIFERENÇAS

A FpD assume as especificidades e as diferenças que o caracterizam como organização do movimento democrático nacional angolano. A FpD não assume qualquer orientação dogmática nem qualquer filosofia monista sobre a história ou sobre a evolução da sociedade.

Tais especificidades e diferenças radicam no facto da FpD ser;

Um partido que concebe a política como um serviço a prestar a sociedade, para qual, por isso, o início e o fim da política reside na pessoa humana. Para a FpD o exercício do poder político deve ser uma forma digna de servir a comunidade;

Um partido Nacional, mas igualmente solidário com os povos e indivíduos que lutam pela sua emancipação política, conquista e defesa dos seus direitos fundamenteis;

Um partido que se organiza e funciona na base da democracia interna e da direcção colegial, o que significa, designadamente, a) completa liberdade de opinião ou concertada, b) a responsabilidade individual ou colectiva e a livre iniciativa individual ou de grupo, c) o respeito pelas decisões da maioria, d) a prestação de contas pelos órgãos de direcção aos órgãos que elegeram e aos superiores da organização, e) eleição de todos órgãos dirigentes por voto secreto;

Um partido que funciona igualmente no respeito ao pluralismo de opinião, como uma das bases da vida organizativa, podendo o referido pluralismo ser expresso em correntes organizadas, embora seja óbvio, que as referidas correntes não possam ser representadas através de símbolos próprios e estruturas de organização.

Um partido que privilegia o diálogo e a concertação, aberto à pluralidade de opiniões e à Sociedade Civil, defensor da convivência pacifica entre os homens de partidos, credos, etnias e raças diferentes, num clima de respeito pela diferença e busca do mais amplo consenso possível.

Um partido interessado na integração mundial a partir do quadro da SADC, defensor da identidade nacional e herdeiro de um sentido atlântico e de uma aliança com os povos da CPLP;

Um partido defensor da participação activa de todas as forças da sociedade civil na condução dos destinos do país e do surgimento de uma opinião pública atenta, responsável e crítica, capaz de controlar as actividades do Estado;

Um partido não confessional, mas respeitador e defensor da livre escolha e das práticas de cultos religioso do povo angolano, identificados com o humanismo cristão;

Um partido interclassista, vocacionado para representar as diversas categorias da população angolana, e apostado na defesa da cooperação entre as classes sociais como a via mais adequada para a obtenção do desenvolvimento socio-económico e para estabilidade política

OUTRAS INFORMAÇÕES


- Jornal partidário: Opinião Democrático
- Panfletos locais: Libertação Social
- Presidente do Partido – Dr. Filomeno Vieira Lopes (17.06.2007)
- Secretário-geral anterior – Dr. Luís Fernandes do Nascimento (1997-2007)
- O anterior Secretário-geral Dr. Luís Fernandes de Nascimento é o actual Secretário-geral.
- O Deputado é o Prof. Dr. João Baptista de Castro Vieira Lopes.