| Angola supera Nigéria em águas profundas |
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Angola ultrapassou em larga escala a Nigéria em termos de
desenvolvimento da actividade petrolífera em águas profundas, de acordo
com dados comparativos apresentados na Primeira Conferência Regional
Subsahariana sobre o sector, decorrida de 14 a 18 deste mês em Abuja,
capital da Nigéria. Embora a Nigéria tenha sido primeira a desenvolver, Angola atingiu níveis superiores àquele país, facto que mereceu elogios dos participantes ao evento, inclusive peritos americanos. O director de Concessões da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), Henrique Lago de Carvalho, que participou do encontro, disse que tal desenvolvimento é fruto do bom entrosamento existente entre o Governo angolano – através da Concessionária Nacional - e os diferentes operadores. Para o responsável, o tipo de contratos de produção usado em Angola - que considera dos mais perfeitos - contribuiu igualmente para que o país desse passos largos no sentido de desenvolver as suas reservas em águas profundas. “Foi com agrado que verificamos que Angola, apesar de ter começado a exploração em águas profundas depois da Nigéria, neste momento ultrapassou este país em larga escala. É com orgulho que podemos dizer que estamos muito a frente deles neste aspecto”, sublinhou. De acordo com Henrique de Carvalho, a Nigéria tem neste momento três grandes projectos que se arrastam há quatro anos para aprovação, enquanto em Angola todas as descobertas identificadas, bem como os projectos de desenvolvimento propostos têm sido mais ou menos rapidamente aprovados. Citou o exemplo do Campo Kuito (com uma produção diária actual de mais de 60 mil barris) que “foi dos mais rápidos e que durou dois anos e meio, desde a descoberta à declaração comercial, até ao início da primeira produção. Nelson Pacavira, um dos directores da ChevronTexaco, também participante, frisou que geralmente desde o processo de descoberta até a produção consome-se 10 anos, mas, no caso de Angola, depois da experiência do Kuito, os outros projectos tem tendência a reduzir o tempo de 30 meses. Angola produz actualmente mais de um milhão de barris por dia, depois que entraram em produção, este ano, os campos Chicomba/Kizomba, no Bloco 15, e Girassol, no 17, ambos localizados em águas profundas. Campo petrolífero Kuito impressiona peritos A delegação angolana participante à Primeira Conferência Regional Sub-sahariana sobre a actividade petrolífera em águas profundas apresentou a experiência do Bloco 14, onde já está em actividade o campo petrolífero Kuito, tendo recebido elogios de participantes provenientes da América. Com seis anos de existência, o campo Kuito começou a produção em 2000. Desde a data várias descobertas se têm seguido. A segunda grande descoberta foi o Campo Benguela/Belize, com uma reserva de 250 milhões de barris, cujo projecto de desenvolvimento tem um custo global de 1,2 bilião de dólares norte-americanos. A previsão de início da produção é 2006. Seguiu-se depois o campo Lobito/Tomboco. Estima-se que comece a produzir em 2007. Posteriormente, será desenvolvido o Campo petrolífero Tombwa/Landana. Na África subsahariana, Angola e a Nigéria são os únicos produtores de petróleo em águas profundas. O segundo país e o maior produtor de petróleo desta região com 2,5 milhões de barris/dia. |
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