Angola pesa 52% na dívida total dos PALOP a Portugal PDF Imprimir e-mail
A dívida de Angola a Portugal, num montante superior a 550,9 milhões de euros pesa 51,7% no total devido pelos países africanos de expressão portuguesa, indica o relatório anual sobre a «Evolução das Economias dos PALOP e de Timor-Leste 2005/2006» publicado esta terça-feira pelo Banco de Portugal.


A dívida oficial de Angola a Portugal (699 milhões de dólares ou 550,91 milhões de euros ao câmbio do dia) «denotou nova descida em 2005, com o pagamento de parte da dívida vincenda de médio e longo prazos garantida pelo Estado e do remanescente de atrasados, diminuindo 4 milhões de dólares no total», explica o relatório divulgado por ocasião do XVI Encontro de Lisboa, o qual reuniu os governadores dos Bancos Centrais dos PALOP e de Timor-Leste à conferência anual do FMI/Banco Mundial.

Ainda em relação a Angola, o documento nota que, de acordo com o reescalonamento assinado em 2004, a dívida directa vincenda remanescente será paga em 25 anos, à taxa de juro de 1%, beneficiando o capital de um período de carência até 2009 (razão pela qual mantém em 2005 valor idêntico ao do ano anterior).

A dívida oficial de Moçambique a Portugal ( 386 milhões de dólares, ou 28,6% do total devido pelos PALOP) «manteve a trajectória descendente iniciada em 1998, com o cumprimento do serviço da dívida a médio e longo prazos garantida pelo Estado, a qual foi inteiramente paga em 2005» refere o BdP. Em relação à dívida directa vincenda, os valores apresentados mantêm-se desde 2000 uma vez que existe um acordo de princípio para nova reestruturação da dívida.

O relatório disponibilizado no site do Banco de Portugal indica que a dívida oficial dos PALOP a Portugal – que inclui a dívida directa ao Estado português e a por este garantida – totalizava 1.352 milhões de solares (cerca de 1,065 mil M€) em 31 de Dezembro de 2005, o que corresponde a um aumento de 14 milhões de dólares face ao final do ano anterior (+1.0%).

Este crescimento retoma a trajectória ascendente interrompida em 2004 pela diminuição que resultou do Acordo de reescalonamento da dívida então celebrado entre Angola e Portugal. A subida registada em 2005 reflecte o acréscimo evidenciado pela dívida a médio e longo prazos garantida pelo Estado (+23 milhões de dólares), apesar da descida patenteada pela dívida directa ao Estado (-9 milhões de dólares).

As dívidas de Cabo Verde (131 milhões de dólares, ou 9,7% do total) Guines Bissau (102 milhões de dólares, ou 7,5& do total) e São Tomé e Príncipe (34 milhões ou 2,5% d o total) pesam menos de um quinto do montante global devido pelas antigas colónias.
 
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