| Queremos saber se este pais pertence apenas a JES? |
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Luanda - Quando menos se esperava, a povoação foi surpreendida na sexta-feira, 7, por um grupo de militares afectos a Unidade da guarda Presidencial (UGP) que, sob ameaça de armas de fogo, queimaram as cubatas e destruíram todos os seus haveres.
O
incidente aconteceu na zona do Cochi que esta localizada entre o
município de Viana Luanda, e a comunica de Bom Jesus, Bengo. Ali
viviam, há mais de 50 anos, perto de 50 famílias, entre crianças,
jovens, velhos e adultos, hoje expostos ao relento devido a
implementação de vários projectos de interesse público, com maior
incidência para o futuro Aeroporto internacional. Ficou acordado que os populares deveriam ceder o terreno ao governo e, em contrapartida, seriam indemnizados pelas suas lavouras, ao mesmo tempo que lhes seriam entregues residências e outras terras para cultivo. Mas, as palavras de Luís Brandão, testemunhadas pelo ministro da Agricultura, Gilberto Lotukuta, não passaram de promessas, uma vez que, passado quase um ano, os populares continuam sem saber para onde ir. Quando menos se esperava, a povoação foi surpreendida na sexta feira, 7, por um grupo de militares afectos a Unidade da Guarda presidencial (UGP) que sob ameaças de armas de fogo, queimaram as residências (cubatas) dos populares e destruíram todos os seus haveres, conforme relatos das vitimas. “Ate os velhos não foram poupados. Todo aquele que mostrasse resistência era torturado brutalmente pelos militares da UGP”, disse Maria Van Dunem, uma das vitimas, acrescentando que os disparos feitos pelos militares fazem recordar os tempos em que o pais vivia a guerra civil que ceifou milhares de vidas humanas e destruiu infra-estruturas. “Desde o dia 7, a população tem estado submetida debaixo de fogo”, frisou. Os militares da UGP, comandados pelo general Jesus que é coadjuvado pelo senhor Angolano, normalmente, fazem o gosto do gatilho a partir das 18 horas deixando os populares em alvoroço. Dizem mesmo que não fosse o recurso a forca das armas a população não deixaria o local. “A unidade da UGP que foi montada na zona onde esta a ser construída a pista do novo aeroporto esta tirar o sossego a população. Todos os dias somos atacados fazendo lembrar a guerra entre MPLA e a UNITA” disse Francisco Vunge, outra vítima. Este cidadão foi brutalmente espancado tudo porque, na altura em que queimavam a sua cubata queria retirar de lá os seus documentos pessoais que também não foram poupados. Por sua vez, Maria da Conceição levantou a seguinte questão: “Queremos saber se este pais pertence apenas ao Senhor Eduardo dos Santos e a sua tropa ou também ao povo angolano?”. Disse por outro lado que a, campanha de recrutamento de militantes que o MPLA esta a levar a cabo naquela localidade poderá fracassar em função das condições paupérrimas em que estão votadas os populares. Reagindo as denuncias das nossas fontes, o Ministério dos Transportes através o seu assessor de imprensa, Luís Paulo, diz que estes populares são oportunistas um vez que, segundo as suas palavras, foi criada uma comissão na qual estão integrados representantes, do Gabinete de Reconstrução Nacional e do Governo da província do Bengo, que tem estado a trabalhar para que os lesados sejam indemnizados. “Trata-se de um projecto de grande envergadura que esta a ser implementado. As famílias estão a ser indemnizadas e, aquelas que estão a reclamar não passam de oportunistas”, disse. Ainda na senda das demolições, esta segunda feira, 10, alguns populares de Viana, área do Zango, Bairro da Muxima Moxi, junto aos projecto chinês denunciaram mais um processo de demolições de casas levado a cabo por, segundo os populares, elementos afectos a casa militar e da policia a mando do Governo provincial de Luanda. *Francisco Cabila |
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