BFA movimenta 40% das importações PDF Imprimir e-mail

O Banco de Fomento Angola (BFA), do grupo português BPI, constitui a principal instituição bancária utilizada pelas empresas em Angola, sendo responsável por 40 por cento das importações do país, conforme revelou o administrador residente em Luanda, Fernando Teles.

Somos o principal banco das empresas em Angola, cerca de 40 por cento das importações do país são feitas pelo BFA”, afirmou Fernando Teles, em declarações à Lusa.

Para melhorar as condições de atendimento das cerca de 8 mil empresas que integram a sua carteira de clientes, o BFA lançou nos últimos meses um conceito inovador em Angola, que se traduz na abertura de “Centros de Empresas”.

Os centros de empresas disponibilizam um tratamento personalizado a estes clientes, permitindo-lhes realizar um conjunto de operações bancárias sem terem que recorrer aos balcões do banco”, salientou Fernando Teles.

Actualmente, o BFA possui dois centros de empresas em Luanda e no Lubango, capital da província da Huíla, tendo prevista a abertura, no primeiro semestre de 2005, de mais um na capital angolana e outros quatro nas províncias de Benguela (Benguela e Lobito) e do Kwanza Sul (Sumbe e Waku-Kungo).

"A nossa intenção é tirar os clientes-empresas dos balcões para estes centros”, frisou o administrador do BFA, acrescentando que a maior parte destes clientes (cerca de 95 por cento) aderiu aos serviços disponibilizados pelo banco na Internet, especialmente no que se refere a transferências bancárias.

"O BFA é o único banco em Angola que faz transferências de conta a conta para outro banco através da Internet”, salientou Fernando Teles, frisando que esta é uma importante vantagem para as empresas, que deixaram de “perder tempo” no banco para realizar as suas transferências.

Antes do final do ano, o BFA prevê disponibilizar também no mercado angolano o cartão Visa, que, numa primeira fase, será especialmente destinado aos empresários, estando prevista a emissão de “cinco ou seis mil cartões até ao final do primeiro trimestre de 2005”.

“Os empresários angolanos precisam deste cartão ,quando viajam para o estrangeiro, para não terem de carregar grandes quantidades de dólares sempre que se ausentam do país”, salientou Fernando Teles.

O administrador espera que o Visa venha a ter, nas devidas proporções, o mesmo sucesso que o cartão Multicaixa, que também foi inicialmente lançado no mercado angolano pelo BFA.

Actualmente, o BFA detém cerca de 60 por cento deste tipo de cartões de débito em circulação em Angola, o que, na perspectiva de Fernando Teles, permitiu “tirar clientes dos balcões e, principalmente, fidelizá-los ao banco”.

O BFA é o maior banco comercial a operar em Angola, sendo o primeiro em depósitos, com uma quota de 30 por cento do mercado, e o segundo em crédito concedido, com uma quota de 26 por cento.

O total de créditos concedidos ascendia em finais de Agosto a 342 milhões de dólares, enquanto os depósitos dos seus mais de 165 mil clientes totalizavam 747 milhões de dólares.

O Banco de Fomento Angola possui, actualmente, 32 balcões abertos em Angola, dos quais 15 em Luanda e 17 nas províncias, mas prevê abrir até ao final deste ano mais seis agências.
 
Artigo seguinte >